Entre tantos finalmentes, o que recomeça não se sabe, enfim.
Findam-se os dias, as noites, os caminhos... E a estrada sempre tem um fim para quem não continua.
Findam-se os ritos, as farsas, os medos... E os ciclos são vícios para quem não suporta dar-lhes fim. Findam-se os sonhos, as esperas, os amores... E os filhos são registros de finalmentes dos romances.
Findam-se os versos, as rimas, as estrofes... E para a poesia, finda a vida, resta ser sem fim.
"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Clarice Lispector
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